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As despedidas não estão escritas. Os casamento estão: na praia, em Las Vegas, na Igreja, para milhares, para somente dois. Os encontros estão: na praça, no ônibus, na roda de amigos, na faculdade, no serviço, do outro lado do mundo. As dificuldades e os sucessos também. Se as despedidas fossem mesmo escritas, eu duvido que partiríamos, pelo menos sozinhos. A partida, inevitável que só ela, está ali no livro de cada um de nós, mas a cena da despedida é o pavor de qualquer escritor. Porque o monólogo dos pensamentos e da dor em meio a um beijo ou um abraço é ensurdecedor. Faltam palavras na despedida; quem vai comprar a folha em branco sem entender o contexto? Na despedida está escrito: sem lágrimas. E, então, a gente se entrega ao choro, à saudade antecipada, ao medo do que as idas e vindas nos reservam. Na despedida a gente pensa que é forte e se permite ser fraco. Não há quem goste de despedidas. E é delas que até o destino treme as pernas. Só quem se despede sabe o peso de não se traduzir.
Camila Costa.  (via cortejos)

(Source: camilacosta)

Eu te amei quando você teve suas crises de ciumes, quando você estava mal e ninguém te entendia. Eu te amei quando o mundo conspirava contra você e nada dava certo na sua vida. E quando aquele otário te deu um fora, eu estava do seu lado te consolando, te amando. Nas tuas briguinhas familiares que você sempre acabava chorando, eu tava lá enxugando tuas lágrimas. Quando você ficou bêbada e ninguém quis cuidar de você, lá estava eu de novo, te cuidando e amando. Eu amei você no natal, no ano novo, na páscoa, no seu aniversário e até no dia do índio. Eu te amei de janeiro á janeiro. Eu te amei tanto que todo mundo percebeu… Menos você.
Pedro Pinheiro.  (via versificar)
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